• Ana Carolina

Call me Kat - uma comédia deliciosa para se assistir


Call me Kat
Kat é o tipo de personagem que queríamos como amiga

Nossa eterna Blossom está de volta! Dessa vez Mayim Bialik protagoniza uma mulher madura, com seus 39 anos de idade (bem específico, como Sheila gosta de lembrar) que resolveu simplesmente abandonar sua carreira promissora para abrir um café com gatos.


Kat é um amor de pessoa, é empática, super alto astral, atrapalhada, de bom coração e simpática. A citar alguns elogios, mas tem muito mais. E sim, atrapalhada é elogio porque deixa engraçado e leve quando a gente se identifica tanto com uma pessoa assim e percebe que vale a pena rir das situações da vida de vez em quando.


O relacionamento com sua mãe é complicado, como qualquer relacionamento em família que se preze tem seus B.O.s, taí mais uma identificação. Claro que tem as risadas ao fundo – já que é uma sitcom – e tem o fechamento feliz e acenando para o público – novamente, é uma sitcom – mas bem que poderia ser assim, tudo um final feliz.


Comentando um pouco sobre os demais personagens, temos a Sheila: uma mãe bem difícil de se lidar, mas sabemos que no fundo ela só quer o bem da filha, até lá, fico do lado da Kat. Na verdade, sempre. Ela "que luta todos os dias contra a sociedade e sua mãe para provar que você não pode ter tudo o que deseja e ainda assim ser feliz". Não é de se cativar?


Agora, se tem ranço, tem Max. Ele me irritava. Muito babaca no começo, bem lerdo. No fundo eu queria que ele reparasse em Kat com outros olhos. Foi fácil ficar do lado dela mais uma vez. Toda vez que ele citava a Brigitte eu só não quebrava a quarta parede igual a Kat, mas revirava os olhos em sintonia com nossa protagonista.


Eu particularmente gosto da quebra da quarta parede e claro que é um aspecto positivo na série. Apesar de eu não ser aquela que ri das coisas, eu me divirto sim sem gargalhar. Mas mais que isso, eu me identifiquei em muitos aspectos com Kat Silver. A série foi inspirada em Miranda, de Miranda Hart.


Call me Kat
É difícil não se identificar com a protagonista da série

Outro personagem é Randi, que se abriu para um romance, e o Carter, que me surpreendeu positivamente no episódio que auxilia Leslie. Todo preocupado com sua segurança em aplicativos de namoro, e no fim somos surpreendidos mais uma vez – com Leslie.


Por falar em episódios, cada episódio recebe um nome e eu acho ótimo quando é assim, pois não dá spoiler e a gente se orienta depois quando quiser rever ou lembrar de algo pela “palavra-chave”. Estou comentando isso porque estamos em uma era de tanta informação e consumo de filmes e séries que uma orientação vai bem. A propósito, são 13 episódios curtinhos.


Leslie Jordan é sem dúvida um ponto alto da série. Eu o conheci como a peste Beverley Leslie em Will & Grace; mas aqui ele é Phil, um doce de funcionário. Trabalha com Kat e Randi, que belezinha de personagem! Eu me apeguei demais. Me divirto muito. Ele sempre cita suas longínquas histórias familiares e fica bem claro o amor pela sua querida mãezinha.


Jim Parsons tem participação indireta por meio de sua produtora e há rumores que ele irá aparecer. Bom, que já não foi nos primeiros treze episódios, só nos resta aguardar a próxima temporada. Mas que daria um bom spin-off daria: eu votaria em um pro Leslie, quer dizer, Phil – óbvio. E eu ficaria aqui horas e horas comentando sobre essa adorável série. No entanto, tenho que concluir e deixar vocês tirarem suas próprias conclusões. A indicação está dada.


Uma série conforto, divertida, leve. No começo as risadas me atrapalhavam um pouco, mas superei. Vale a pena. Já estou ansiosa pela segunda temporada. Eu confesso que morro de medo de uma continuação estragar algo já muito bom, ainda mais com a saída da showrunner. De toda forma, como já sinto saudades, vou é torcer para que seja de qualidade igual ou superior. Por mais Kats em nossas vidas, enquanto a Kat Silver não retorna.

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