• Ana Luiza Moreira

CCXP Worlds encerra o ano dos eventos geeks virtuais

Provando que se quiser, o brasileiro pode dominar o mundo, a CCXP Worlds foi o melhor evento geek online do ano.


Realizado entre a sexta-feira, dia 4 e o domingo, dia 6, o evento contou com os espaços: Thunder Arena, CCXP Store, Hollywood Strip, Iron Studios, Game Arena, Omelete Store, Artist's Valley, Creators and Cosplay, Geek Hall, Masterclass, Chiaroscuro Studios e Meet & Greet.


CCXP Worlds acerta em sua interatividade com plataforma linda e moderna

Extremamente imersivo, com conteúdos interessantes e atrações para todos os tipos de gosto, é impossível não passar mais de uma hora navegando no universo da CCXP Worlds. Cada área foi extremamente bem planejada e me impressionei com o fato de o site não ter caído completamente em nenhum momento (minha experiência!), eu que não entendo de programação, sendo assim, posso apenas dizer que nesse aspecto foi melhor que o Fandome e que minha humilde internet suportou toda a grandiosidade dos mundos criados pelo evento.


Alguns dos estúdios também se animaram com a proposta da CCXP online, e preciso destacar aqui a GloboPlay, a Amazon Prime e a Maurício de Sousa Produções, que trouxeram painéis interessantes, com muito conteúdo inédito e os atores de suas obras. Sinto orgulho ao perceber o quanto as empresas, em especial as brasileiras, estão mandando bem e entendendo a importância de conhecer o cenário geek e se juntar a ele.


Maurício de Sousa não brinca em serviço e trouxe anúncios sobre os quadrinhos e animações da Turma da Mônica

Um outro ponto positivo gigante do evento foi a sua extensa programação, que muito além de séries/filmes, promoveu bate-papos e jogos com quadrinistas, gamers, cosplayers e fãs, assim como acontecia no evento presencial.

Aliás, Artist's Valley, obrigada por existir! Eu fiquei horas vendo as artes, os produtos e as conversas entre os talentosos artistas. Se eu tivesse que falar algo que não foi tão bom sobre, diria apenas que o sistema de buscas muita vezes era falho (ao digitar Mulher-Maravilha, nem sempre apareciam artes sobre ela, o que facilitaria muito).


Separo também um espaço para falar dos apresentadores, em especial da Mari Moon, o carisma em pessoa, Marcelo Forlani com suas perguntas originais, e também Hessel e Load que tomaram a frente de muitas outras entrevistas.


Forlani é ótimo em deixar os entrevistados descontraídos, Mari Moon fala inglês melhor que gringo

Não comprei nada do Geek Hall, mas ao passar por lá também curti muito os produtos vendidos, os preços também eram compatíveis com os dos anos anteriores. Para quem tem dinheiro, valeu a chance de comprar algumas coisinhas nerds.


Agora, se tenho alguma coisa para reclamar é que a Warner, para compensar a falta de conteúdos inéditos, estendeu seu painel em seis horas. Tornando-o cansativo e pouco interativo, é claro que salvo aqui alguns ótimos painéis, como o de Euphoria e Esquadrão Suicida. Mas a expectativa gerada foi muito alta e acabei me decepcionando.


Outra coisa bem mediana foi tradução simultânea, nossa, pensa em algo difícil! Ela tem muito atraso e é extremamente confusa, mas tá lá e uma boa solução da CCXP Worlds foi criar um painel próprio que comentava tudo o que estava acontecendo no Thunder, assim você que não estava entendendo tudo poderia saber com detalhes o que seu artista favorito estava falando.

Além disso, algo que também me incomodou foi a programação um pouco bagunçada, na qual, por exemplo, se você não soubesse que a HBO pertencia a Warner Media, provavelmente demoraria um tempo para entender que o conteúdo estaria em seu painel de seis horas. Falta mais clareza nas informações.

Sobre o preço do Meet & Greet, tudo o que eu posso dizer é que a culpa é da desvalorização da nossa moeda, lembrem-se disso ao votar em 2022 Freaks!


Por fim, sinceramente, mesmo com essas pequenas falhas, o evento se sobressai dentre os demais, e assim como o DC Fandome, animou os fãs de cultura geek que tanto precisavam de um respiro neste ano de pandemia.


Até 2021!

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