• Ana Luiza Moreira

Cinco motivos para assistir: Cherry- Inocência Perdida


O filme que vai tirar completamente da sua cabeça a ideia de que Tom Holland faz apenas papeis de adolescente

Estreou na Apple TV+, durante a última semana, o aguardadíssimo Cherry, filme estrelado por Tom Holland, que deu o que falar desde seu anúncio. O longa mostra um outro lado do ator, que tem que passar uma atmosfera muito mais sombria e adulta ao interpretar um criminoso viciado em drogas..


Descubra quais são os cinco principais motivos para assistir ao filme:

História


Em Cherry conhecemos um jovem que após ir ao exército, sofre de transtorno pós-traumático, tendo pesadelos, ataques de pânico e desenvolvendo outros traumas. Ao tentar lidar com a doença, ele acaba virando um assaltante de bancos para sustentar o seu vício em drogas.


O mais interessante da narrativa é como ela se constrói, mostrando pouco a pouco o que transformou o nosso querido Cherry (que antes era apenas um adolescente intenso, raivoso e apaixonado) em um criminoso, o filme faz isso de forma especial, aprofundando todos os traumas e focando bastante no estado mental do personagem de Tom Holland.


É uma experiência marcante, dolorosa e viciante.

Trilha sonora


A trilha sonora do filme é extremamente marcante!


Dá toda uma atmosfera para as cenas, mas acredito que o principal dela é que se destaca, nos faz parar para prestar atenção e se sobressai junto com as cenas. Ela pode ser divertida, aterrorizante, romântica e em muitos momentos trágica.


Gosto especialmente de como a música transforma os momentos de romance, que ficam extremamente tristes

Em nenhum momento as músicas parecem se desconectar do filme, e para vocês se animarem, dá uma olhada na trilha, que pode ser conferido no Apple Music.


Narração


A voz de Tom Holland como narrador faz toda a diferença, entendemos por meio dela todos os pensamentos sombrios de seu personagem, o que só poderia ser tão aprofundado assim em um livro, este que também existe nesse caso!


Acredito que foi uma decisão acertada, e que no fim, nos faz ter ainda mais compreensão com este homem que ainda está virando adulto, e que devido a complicações em sua vida, perdeu sua inocência ou qualquer senso do que é a beleza do que vivemos.

Como Cherry diz, ele sente que já sabe o que viverá e é sempre um pesadelo, pois ele não tem expectativas, foi criado para aceitar as coisas horríveis que a vida trás para ele.


Aliás, essa narração em off lembra muito outra produção dos irmãos Russo, Deadly Class, seriado maravilhoso do Syfy e que se quiserem, posso falar sobre com o maior prazer (comentem nas redes sociais se for o caso).

Direção

Irmãos Russo, preciso dizer mais alguma coisa?!

Eu já tenho muitas expectativas sobre as obras deles, mas esta conseguiu ser mais que excelente para um filme que retrata a guerra (normalmente eu não gosto muito deles).

Mas enfim, são os pequenos detalhes que me fazem gostar ainda mais do trabalho dos diretores, seja por causa da trilha sonora, da alteração de fotografia que acontece quando Cherry está usando drogas, da mudança do tamanho da tela quando mudamos de ambiente, da separação dos capítulos do longa... É tudo bem pensado e bem executado.

Livro


Temos um livro e ele é praticamente autobiográfico!


Sim, você não leu errado! O autor do livro, Nico Walker tinha apenas 20 anos quando foi combater na Ocupação do Iraque. A experiência traumática deixou marcas emocionais e, embora tenha tentado se readaptar à vida normal após voltar aos Estados Unidos, uma depressão acabou levando-o a buscar conforto nas drogas. Viciado em heroína e sem grana, ele assaltou dez bancos em quatro meses. Preso em 2011, recebeu uma sentença de onze anos. Nico Walker concebeu Cherry, seu primeiro romance, enquanto cumpria a pena.


Não li a obra, mas de acordo com a crítica, é excelente e bem mais tensa do que o filme.

Se liga no que dizem:


"Há uma verdade e repulsiva na forma como Walker apresenta seus temas- uma espécie de verdade social, despida de moralidade, rara e fascinante", Jia Tolentino, New Yorker.

"Um coming of age bruto e às avessas [...] Cherry aborda alguns dos capítulos mais sombrios da história norte-americana recente" , The New York Times.


E ai Freaks, ficaram com vontade de ler ou de assistir?!

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