• Mateus S. Santos

Crítica – 2ª Temporada de The Boys (Com Spoilers!)

Fala Freaks! Demorou, mas chegou à crítica da segunda temporada de The Boys! Antes de começar, ofereço que leia as primeiras impressões da segunda temporada que servem para complementar essa crítica! E é claro: spoilers a frente!

Depois da ótima primeira temporada que tivemos, a segunda temporada começou um pouco morna, para começar a Amazon Prime Video teve uma ideia interessante para o segundo ano de The Boys: lançar os três primeiros episódios inicialmente juntos e o resto da temporada semanalmente. O lançamento semanal foi uma grande “sacada” do streaming, era um verdadeiro ataque de ansiedade esperar por cada episódio, mas que valia a pena. O novo ano da série é um bom exemplo de que é possível continuar a qualidade sem ficar usando demais de sua fórmula inicial. Enquanto a primeira temporada nos apresentava o universo no qual super-heróis existem e as implicações na sociedade por causa deles, a segunda temporada mergulha nas histórias de seus personagens – tanto dos “supers”, quanto dos The Boys, trazendo mais profundidade a alguns personagens que nos quadrinhos não são tão desenvolvidos.

Evolução dos Personagens

E pode confiar no Billy Bruto você vai amar essa temporada


Acho que essa é a frase que mais pode resumir essa temporada. Diferente da primeira, nessa temporada tivemos um aprofundamento nas histórias de vários personagens e isso fez a série crescer em um todo e ouso dizer que isso fez com que The Boys fosse a maior série de 2020. Um dos que mais foram desenvolvidos foi o Francês (Tomer Kapon) e a Kimiko (Karen Fukuhara), com o francês podemos entender tudo que aconteceu quando os netos da Mellory foram mortos pelo super Faixo de Luz que em uma sacada genial da Amazon foi interpretado por fulano, que fez o homem de gelo nos filmes dos X-Men. Francês sempre foi mostrado como um personagem que se culpava pelo caso dos netos da general, mas na verdade ele somente deixou seu posto enquanto seguia o faixo de luz por conta de um de seus melhores amigos que estava tendo uma overdose de droga. Aquilo tinha marcado tanto ele que ele transferia todo seu senso de proteger alguém para Kimiko que após perder seu irmão em uma batalha contra a Tempesta (Aya Cash) estava muito longe de querer ser protegida e nesse momento que vemos a evolução de Kimiko, que agora além de não ter mais “amarras” ela começava a matar por dinheiro, aos poucos tanto ela e o francês vão se aproximando e ele entende após uma conversa com o próprio faixo de luz que estava vivo para a surpresa dos The Boys, que deveria deixar de tentar jogar sua culpa para algo. No final, podemos perceber que tanto ele e Kimiko se aproximaram e até terminaram juntos indo dançar.

Hughie, Letinho e Billy Bruto também tem suas camadas ampliadas nessa temporada, explicando vários porquês de seus atos. Isso acontece por meio de diversos flashbacks e diálogos expositivos que cumprem o papel de responder as diversas questões deixadas em aberto até então. Hughie por exemplo sofre com ser aceito pelas pessoas e confiar facilmente nelas, já Bruto é o contrário sua confiança é colocada sempre a prova pelo modo que foi criado com um pai abusivo e por perder um irmão (a qual coloca Hughie no lugar) que era como seu pé no chão, isso tudo só se explode com a perca de Becca e seu reencontro com a mulher que decide abandona-lo por conta do filho, aliás Becca é uma personagem que gostamos de conhecer na temporada pois tenta miseravelmente salvar seu filho da relação estranha de pai e filho com Capitão Pátria.

Para os lados dos Supers Luz-estrela (Erin Moriarty) e rainha Maeve (Dominique McElligott) evoluem e a mudança fica nítida na personalidade de suas personagens, mostrando que não é possível elas se manterem as mesmas depois dos acontecimentos da primeira temporada. Maeve finalmente recebe mais atenção, algo que não tinha nem nas HQs, proporcionando interessantes e necessários debates sobre orientação sexual e a exploração do assunto pela mídia. Inclusive temos a melhor cena da temporada com as três supers principais: Maeve, Luz-Estrela e Kimiko em uma cena de tirar o fôlego contra Tempesta (Aya Cash). Ela que por sua vez é outra que também chama grande atenção, que desde o começo mostra para que veio, e o pior, do que ela é capaz. A sua presença é imprescindível para o desenvolvimento principal do novo ano, pois além de introduzir a ideia de redes sociais ao grupo Os Sete, ela finalmente é um personagem com poderes à altura dos do temido capitão pátria. Ele, por sua vez está cada vez mais louco e megalomaníaco do que nunca, trazendo momentos de conflitos internos com explosões de vários momentos malucos, principalmente ao lado de Tempesta que no começo coloca em xeque a liderança do capitão, porém ao final se tornando um poderoso e temível casal. Porém se alguns personagens foram muito bem aproveitados, outros como profundo (Chace Crawford) e Trem-Bala (Jessie T. Usher) foram mal resolvidos, tentaram em vão dar uma redenção a eles algo que sinceramente falharam. Para Profundo, tentaram colocar que seus atos são culpa de uma falta de aceitação com o próprio corpo entre outros problemas internos, algo que sinceramente não gostei, a única coisa boa do personagem e na verdade dos dois foram a entrada no tal culto. Isso já se puxa para algo que a série fez muito bem nesse ano: explorar assuntos bastante atuais e mundialmente comentados, como o preconceito contra estrangeiros e o crescimento de movimentos de supremacistas brancos. Isso foi deixado claro como uma tapa no atual governo dos Estados Unidos onde tivemos recentemente diversos problemas sobre o assunto.

A próxima temporada

A próxima temporada vai ser de explodir cabeças


O final da temporada foi algo até incomum em The Boys: um final feliz de certo modo. O grupo dos The Boys acabam se separando e conseguindo voltar para suas antigas vidas, porém sabemos muito bem que isso pode durar pouco. No final ficamos sabendo quem fazia o maior mistério da temporada: quem estava explodindo cabeças e para a surpresa era a deputada Victoria Neuman (Claudia Doumit). Agora um outro mistério surge, como Neuman conseguiu seus poderes? Ela é uma das cobaias adultas apresentadas na temporada ou um dos bebês que recebia o composto V? Somente o próximo ano irá nos responder isso. Inclusive, a próxima temporada tem tudo para se aproximar um pouco mais das HQs já que agora uma comissão para ficar de olho nos heróis da Vought está sendo criada e esse é o papel dos The Boys nas HQs de Garth Ennis, é bem possível vermos cenas ainda mais pesadas na próxima temporada. É bem possível que seja Hughie que una o grupo pois ele foi trabalhar com a deputada Neuman e talvez ela não queira que seu segredo vaze por aí. Vamos esperar para ver o que o próximo ano irá trazer de novo!

Nota: 9.5 de 10

Episódio Destaque: 3x8 (Sério vale a pena u.u)

Pergunta: O que você espera da próxima temporada?

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