• Mateus S. Santos

Crítica com Spoilers - 3ª Temporada de American Gods

A terceira temporada de American Gods terminou e nos dá Freaks! corremos para falar sobre a batalha entre os velhos deuses e os novos! Mas já avisando alguns spoilers a frente!

Uma temporada pra arrumar a casa...


Para começar, temos que falar dos últimos acontecimentos tanto da temporada como da própria série, da segunda lá em 2019 até a terceira. Muita gente acabou “pulando” do barco da série, para começar os showrunners da primeira temporada Bryan Fuller e Michael Green que saíram por divergências orçamentárias e criativas levando consigo as atrizes Gillian Anderson e Kristin Chenoweth. Jesse Alexander, de Lost, até tentou fazer um bom trabalho na segunda temporada como showrunner, porém acabou só causando mais problemas como a saída do ator Orlando Jones, que fazia o carismático Anansi. Sem seus principais nomes, a terceira temporada teria que “arrumar a casa”, tanto em questão de trama que na segunda não andou tanto, como na própria produção e é isso que ela se propõe a fazer nessa terceira temporada.


Sério, nesse calor que tem feito no Brasil eu adoraria estar vendo a neve cair em Lakeside


No começo da temporada temos os personagens tendo que lidar com os acontecimentos da temporada anterior. Como dito antes a série se propõe nesse novo ano arrumar a casa e é isso que faz, a guerra entre os deuses fica em um completo segundo plano e aqui escolhem um bom arco para ser bem adaptado para a série: Lakeside. A pequena cidade perdida nos confins dos Estados Unidos, é a nova casa do personagem de Ricky Whittle e o refúgio dele na tentativa de fugir da guerra entre os deuses. É aqui também que vemos a evolução de Shadow, o personagem deixa de ser apático para alguém que sorri, chora, principalmente depois que a série vai caminhando, em determinados momentos Lakeside tende a ser um pouco monótona mas nada tanto como nos livros. O arco todo da chegada de Shadow, seu romance e dos assassinatos no local poderiam ser melhor aproveitados mas somente no final eles tendem a crescer, principalmente depois de que o assassino é revelado. A fotografia para a cidade foi impecável e fazia quem estava assistindo querer morar naquele local tão acolhedor e pacato.

Ali Shadow começa a lidar com sua recém descoberta ascendencia, principalmente em saber que o homem que o carregou por todo os Estados Unidos é seu pai e que ele ainda é um deus. Apesar disso, a trama de Shadow não se foca nisso, somente no final, porém no caminho vemos que ele é algo mais importante principalmente porque não é somente nórdico.

Outro personagem que tem seu destaque na temporada são Laura e Salim, ela que teve toda uma construção de amor e ódio com o Leprechaun Mad Sweeney tem agora que lidar com a morte dele e com sua própria segunda morte, agora indo parar no Purgatório tendo nesse momento o melhor episódio da temporada. Quando volta, agora mais viva do que antes, Laura só tem uma missão: se vingar de Wednesday. A partir daí a personagem tem toda uma road trip para recuperar a lança Gugnir, perdida na temporada anterior e a única capaz de matar Odin. Laura é a única que não fica na série em rodeios e vemos uma evolução tanto na personagem como em sua trama que no final tem uma grande reviravolta.


O melhor episódio da temporada, a atriz Dana Levinson só abrilhantou!


Já Salim temos certeza que não voltará na próxima temporada, seu arco foi fechado nessa, antes um quase “escravo” do amor pelo seu Jinn, ele tem sua redenção com sua própria fé e sexualidade em um episódio lindo que traz o Deus Coelho da China, guardião do amor entre pessoas do mesmo sexo, fez de uma Pousada Peacook um templo de segurança para as comunidades LGBTQI+ e ali o personagem tem todo seu desenvolvimento e descobrimento da sua sexualidade, um episodio perfeito para o fechamento da história de Salim.

Se os mortais tinham um bom arco, os deuses tiveram um arco péssimo. A trama de Wednesday é toda confusa e gasta-se 3 episódios para apresentar Démeter, vivida pela atriz fulana, que foi esposa do pai de todos e que agora o odeia. O que poderia ser mostrado em um único episódio foi estendido por três, a única coisa melhorzinha foi a aparição do deus Tyr e sua inimizade com Odin.


O sorriso da Bilquis era igual o meu quando ela e os órixas aparecia!


A única deusa que se salvou disso foi Bilquis, que trouxe consigo os deuses Órixas e toda a sua mitologia e representatividade. Esse sim foi um arco empolgante principalmente porque vemos que Bilquis e Shadow tem uma conexão e que ela vai ajudar Shadow em sua caminhada de descobrimento. Os novos deuses ficaram em segundo plano, reduzidos a Technical Boy e Mr. World que mesmo tendo Danny Trejo como uma de suas encarnações fica totalmente perdido e até monótono na temporada, somente Technical Boy foi o que mais se sobressaiu, mostrando seus sentimentos e com a revelação que é o mais forte dos deuses ligados à humanidade.

A temporada em seu meio tem uma barriga principalmente pro conta do arco entre Demeter e Odin, mas ao chegar no final volta a toda a sua majestade da primeira temporada e mostra que se houver uma quarta temporada, está virá com toda força mostrando o que ambos os lados podem mostrar de força.


Ponto Especial: Uma nota especial para o CGI da série que não falhou em momento nenhum e dá boa ideia da série de rapidamente “cortar” o personagem vivido por Marylin Manson, principalmente depois dos últimos acontecimentos com o cantor.


Nota: 6,5 de 10 Pergunta: Que deus da tecnologia poderia aparecer na próxima temporada?


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