• Ana Luiza Moreira

Distant Lands- Oblivion nos ensina a parar de ter medo de ser quem somos (Com SPOILERS)

Depois de ler Marceline e as Rainhas do Grito, fiquei com muita vontade de continuar consumindo as histórias de A Hora de Aventura, mas assim, não queria ver a série inteira. Então resolvi me aventurar pelas narrativas soltas de Distant Lands, e em Oblivion, pude vislumbrar um pouco mais do relacionamento entre Marceline e a Princesa Jujuba, além de conhecer Glassboy, um jovem inseguro e que sente a necessidade de se consertar a qualquer custo.


O especial do HBO Max é sensível, inteligente e não exige que tenhamos assistido a série

Marceline é aquele tipo de personagem bom de se acompanhar, ela é sarcástica, cheia de atitude e tem muita coragem para enfrentar qualquer desafio, isso faz a história se movimentar bem rápido e nos deixa com a atenção presa na tela a todo momento.

Assistindo ao episódio, é muito fácil de perceber como o relacionamento entre Bonnie e Marceline é frágil, talvez como o próprio Reino de Vidro que conhecemos na história. As duas são completamente opostas, se amam, mas ao mesmo tempo tem muitas inseguranças, Marcy não aguenta o controle que Jujuba precisa ter, enquanto Bonnie não suporta o quão desprendida Marceline é.


Em quarenta minutos, também vamos descobrindo mais sobre o passado de Marcy, desde sua infância até o momento atual, no qual após muitos anos, ela pode confrontar o medo que tinha de si mesma, entender que não é um monstro e que foi amada por sua mãe, o que para ela era um grande medo.


No fim, após uma curta jornada para se entender, assistimos a nossa heroína se vendo em Glassboy e percebendo que não quer ser mais assim, agir como uma pessoa irritada e impulsiva o tempo todo, ela é muito mais do que isso, ela é tão mais do que isso!

Ao mesmo tempo, a história do Reino de Vidro nos faz refletir sobre como nos escondemos por medo do julgamento dos outros. Na trama, somos apresentados a uma princesa que não consegue se impor por medo da crueldade de seus súditos, estes, que implicam com cidadãos quebrados, mas que também são. Dá um alívio ver eles finalmente se abrindo e saindo deste papel no qual se colocaram e ficaram reféns por muito tempo, e o bom é que depois da verdade tudo fica mais leve, e é assim no desenho, mas também na vida.

Outra coisa legal do episódio é a conclusão que ele nos dá sobre o relacionamento de Jujuba e Marceline, no fim do dia, elas reconhecem que precisam uma da outra e que apesar de não saberem se expressar direito, juntas elas tentam ser suas melhores versões. Aliás, a música de Marceline para Bonnie é a coisa mais linda do mundo, dei uma chorada.



Enfim, recomendo que assistam Freaks, dá para entender sem conhecer muito da série e ainda desperta um gostinho de quero mais!

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