• Ana Luiza Moreira

Dragões de Éter- Círculos de Chuva atinge todo o potencial existente na trilogia


Dragões de Éter
Demorou, mas chegamos aqui!

Pois é meus amigos, eu finalmente conclui o terceiro livro de Dragões de Éter, e que surpresa boa ele foi! Diferente dos outros dois, Círculos de Chuva já começa de forma frenética e faz o leitor devorar cada página rapidamente, com personagens em trajetórias interessantes, passando por situações difíceis e demonstrando uma evolução absurda em comparação ao primeiro livro.


Como são muitas histórias juntas, vou deixar a sinopse guiar vocês e depois venho com meus comentários: "Uma sociedade secreta renascida com um exército de órfãos resolve seguir em frente em um plano com tudo para dar errado em busca do maior tesouro já enterrado, sem saber o quanto isso pode mudar a humanidade. O último príncipe de Arzallum viaja para um casamento forçado em uma terra que ele nem mesmo sabe se é possível existir, disposto a realizar um feito que ele não sabe se é possível realizar. Uma adolescente despertada em iniciações espirituais descobre-se uma mediadora com forças além do imaginário. E um menino de cinco anos escala uma maldita árvore que o leva aos Reinos Superiores, ferindo tratados políticos, e dando início à Primeira Guerra Mundial de Nova Ether".


Começo dizendo que finalmente gosto dos capítulos do Axel e consigo ver ele com uma narrativa que faça sentido e tenha contribuição para a história como um todo. Aqui, vemos o jovem príncipe conhecendo a Terra do Nunca, os elfos e o mais importante, assumindo suas responsabilidades como príncipe.

Na trama dele temos o prazer de conhecer Livith, a princesa elfa que ganhou meu coração e apresenta para nós humanos um jeito diferente de pensar, mostrando a importância de olharmos para o outro e tentar exercer a empatia com culturas diferentes. Acho que a palavra que mais me remete a este arco é a necessidade da coexistência, mensagem essencial para Nova Ether e para a Terra também.


Continuando a conversa sobre histórias cativantes, eu devo bater palmas para João e Ariane, personagens que no primeiro livro não me desciam muito bem e que se tornaram os meus preferidos ao lado de Liriel e Branca (mas das maravilhosas nós falamos depois), a história de amor dos dois foi muito bonita e bem trabalhada, inclusive, o capítulo mais intenso do livro é quando João tem que decidir sobre sua vida em frente a casa de Ariane, a cena toda me envolveu de uma forma que eu nem sei explicar!

Junto com eles amei ver Maria se desvencilhar da dependência que tinha em Axel, e vamos ser sinceros, ela fica bem melhor sozinha, ou então, sendo disputada por dois partidos. Gostei demais da escolha que fizeram porque nem todos os primeiros amores são para sempre, e muitas vezes, a vida nos tira daqueles que queremos ter por perto. É humano e natural.


Snail e Liriel também foram gratas surpresas, eu já curtia os dois personagens mas não tinha gostado muito deles em Corações de Neve, mas aqui, vemos finalmente o casal enfrentando seus medos, já que Gabbiani não queria confiar no parceiro e Galford não se entregava a ninguém. Aliás, eu quero um livro só dos dois sim e para ontem!


Quanto a parte da guerra, que deveria ser a mais empolgante de todas, eu fico feliz por ela existir já que cria a maior parte das histórias que acompanhamos no livro, mas ela em si não me empolga, nós mal vemos Anísio nesse livro por exemplo, e a Rainha Branca só ganha mais destaque na parte final, depois de seu encontro épico com Ariane. Sinto que falta temermos a morte de alguém nessa guerra, me importar mais com os personagens que participaram dela, como aconteceu com João neste volume, mas não se repete aqui.

Antes que eu me esqueça, tenho que falar também sobre a escrita de Draccon, que melhorou muito e está cada vez mais fluída, sem tantas interrupções e com as que acontecem, de forma certeira. É claro que nem tudo são flores, e eu ainda acho muitas frases machistas no livro, que mais uma vez preciso dizer, não são ditas pelos personagens e sim pelo narrador, o que me gera desconforto. Tem também o fato de acontecerem repetições contínuas para lembrar ao leitor de fatos que acabaram de acontecer, isso é ruim porque além de ficar repetitivo, faz parecer que somos burros.


O final do livro deixa um grande gancho e eu ficaria extremamente incomodada se não tivesse continuação, mas assim, ao ler a sinopse falando que os fãs terão a resposta sobre o que aconteceu com Axel, Maria e Livith, fiquei desanimada. Não quero mais nenhum triângulo amoroso!

Ainda não sei se vou ler, mas caso aconteça, tenham certeza que trarei minhas opiniões aqui.

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