• Ana Luiza Moreira

Sweet Tooth é sobre o otimismo necessário para encarar a pandemia (SEM Spoilers)


Sweet Tooth
O carisma de Gus é um dos principais motivos para ver Sweet Tooth

Na última sexta-feira, dia 4, a série Sweet Tooth estreou na Netflix e para a surpresa de 0 pessoas, acabei me apaixonando não só pelas histórias, como também pelo visual fantástico e as locações. Se eu precisasse comparar esta série com algo, diria que é uma mistura de Anne with an E com muita fantasia.


Para contextualizar vocês, explico que acompanhamos a história de um mundo pós-apocalíptico no qual aconteceu o flagelo, uma pandemia que dizimou grande parte da população e pode ou não ter causado o surgimento de híbridos: bebês nascidos parte humanos, parte animais. Por não saber se os híbridos são a causa ou o resultado do vírus, a maior parte dos humanos os temem e os caçam.


A história tinha tudo para ser assustadora e sombria, no entanto, em meio a todo esse caos, conhecemos Gus, um menino metade cervo que entra em uma grande aventura atrás de sua mãe. Com seus dez anos, Gus é o ponto alto de Sweet Tooth, ele é otimista, fofo e carrega esse ar de inocência que a narrativa precisa.


Junto a ele temos outros dois personagens extremamente cativantes: a destemida Ursa e o questionável Jepperd, que acompanham nosso protagonista durante sua busca, e aos poucos, vão se tornando sua família. Os dois são figuras opostas, carismáticas e que tem passados muito interessantes também, deixando o espectador curioso para entender suas motivações, além do que o futuro os reserva.


Outro aspecto espetacular da série é sua ambientação, gravada na Nova Zelândia, Sweet Tooth tem cenários de deixar a boca aberta e retrata muito bem a importância da preservação ambiental, assim como os outros passos que precisamos tomar para evitar o fim do mundo. Uma grande lição de cidadania.


Confesso que não gostei de 100% das coisas da obra, inclusive, dois pontos que me incomodam são: os efeitos especiais, que algumas vezes nos tiram da imersão da história (o Bobby é uma coisa absurda de estranha) e a narração, que ao meu ver não acrescenta em nada.


Como aqui não dei spoilers sobre a obra, deixarei minhas teorias da segunda temporada no Instagram: @portalfreaks. Acessa lá!

Enfim, adorei Sweet Tooth e acredito que muitas pessoas gostarão também, recomendo fortemente que assistam e tomem essa dose de otimismo tão necessária para os dias de hoje.

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